Uma Prova de Conceito (PoC) bem planejada é essencial para validar soluções inovadoras no ambiente industrial.
Mas afinal, como planejar uma Prova de Conceito (PoC) de forma estruturada?
O FIEMG Lab desenvolveu um playbook com diretrizes para estruturar PoCs em produtos e processos industriais, enfatizando boas práticas para fortalecer a conexão entre startups e indústrias. 🔗 Acesse o playbook completo: FIEMG Lab Playbook
1. Tudo começa com o contexto
Antes de definir qualquer experimento, é crucial entender o problema a ser resolvido e sua causa raiz. Um escopo bem delimitado evita complexidades desnecessárias e garante que a PoC se concentre no aspecto mais crítico do problema. Para grandes empresas como a VALE, é essencial alinhar os desafios com a estratégia de longo prazo e o impacto das soluções propostas. O que ajuda é que se isso vem dentro de um escopo de inovação aberta, a descrição do desafio é um excelente sinal de como entender o problema!
2. Defina a Hipótese
Toda PoC deve partir de uma hipótese bem formulada. Uma hipótese é um conjunto de suposições razoáveis que precisam ser testadas para validar uma solução. Essas hipóteses podem estar relacionadas ao cliente, ao modelo de negócios, ao preço ou ao desempenho da tecnologia. Sem uma hipótese clara, não há como avaliar o sucesso da PoC.
3. Demonstre a Proposta de Valor
A solução testada deve apresentar diferenciais claros e demonstrar como resolve o problema identificado. É essencial definir os ganhos esperados (operacionais, financeiros, ambientais, de segurança, etc.) e usar dados confiáveis para embasar a proposta. Em projetos de software ou hardware, detalhes sobre infraestrutura, comunicação de dados e integração com sistemas devem ser especificados.
4. Estabeleça marcos de Validação e Entregáveis
Definir desde o início o que constitui sucesso na PoC permite medir o progresso de forma objetiva. Os resultados devem ser avaliados com indicadores específicos e mensuráveis (como KPIs financeiros e operacionais), seguindo a metodologia SMART (Specific, Measurable, Achievable, Relevant, Time-bound). Além disso, deve-se prever entregáveis intermediários e finais, evitando desalinhamentos entre startup e indústria. A melhor forma de verificar se uma hipótese é válida é por meio da definição prévia de métricas e metas. Metodologias como OKRs (Objectives and Key Results) são amplamente utilizadas para isso. Além disso, a área financeira pode ajudar a estabelecer KPIs mensuráveis alinhados com os objetivos estratégicos da empresa.
5. Identifique os Envolvidos, Papéis e Responsabilidades
Mapear quem precisa estar envolvido na PoC é essencial para sua execução eficiente. Isso inclui usuários-chave, equipes de TI e demais partes interessadas. O alinhamento prévio evita riscos e garante que o problema correto está sendo abordado. Funções como pontos focais, responsáveis por envio de dados e feedbacks devem ser claramente definidas.
6. Alinhe Premissas e Restrições
É fundamental esclarecer as condições e limitações da PoC. Nem todos os testes precisam ser feitos no ambiente industrial, e restrições como integração com sistemas legados, acesso a dados e necessidade de paralisação de operações devem ser discutidas previamente para evitar imprevistos.
7. Documente o Plano
Registrar o planejamento, os critérios de avaliação e os aprendizados da PoC ajuda a aprimorar futuros testes e aumenta as chances de sucesso na implementação da solução. Ferramentas visuais como o Canvas de Planejamento de PoC, desenvolvido pelo FIEMG Lab, podem facilitar esse processo.
Seguir um plano estruturado permite que startups e indústrias realizem PoCs mais eficientes, com maior probabilidade de validação e escala. Uma PoC bem executada não apenas testa uma tecnologia, mas também fortalece a relação entre startups e empresas, impulsionando a inovação no setor industrial.