O Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) busca impulsionar a inovação em empresas paulistas por meio do financiamento de pesquisas científicas e tecnológicas. Após a validação inicial na Fase 1, as empresas aprovadas podem avançar para a Fase 2, que se concentra na execução da pesquisa e no desenvolvimento do produto, serviço ou processo inovador. Se ainda está em um nível de validação, entenda mais o programa para a FASE 1.
Objetivo da Fase 2
A Fase 2 é a etapa de desenvolvimento da pesquisa proposta, permitindo a realização de experimentos aprofundados, testes de prototipagem e otimização da solução inovadora. Diferentemente da Fase 1, que foca na viabilidade técnico-científica, essa etapa é dedicada à execução do projeto de pesquisa em si. Durante esse período, as empresas têm a oportunidade de transformar conceitos validados em provas de conceito mais robustas ou até mesmo em protótipos funcionais, avançando significativamente na trajetória de inovação.
Duração e Orçamento
A Fase 2 do PIPE tem duração de até 24 meses, proporcionando um tempo adequado para a realização de estudos detalhados e refinamento da solução. O financiamento pode chegar a R$ 1.500.000, além da possibilidade de acessar a Reserva Técnica e Benefícios Complementares. Esses recursos podem ser usados para:
- Contratação de pesquisadores e equipe técnica especializada.
- Desenvolvimento e aprimoramento de protótipos.
- Realização de testes laboratoriais e experimentação avançada.
- Aquisição de equipamentos e materiais necessários para a pesquisa.
Critérios e Processo de Submissão
As propostas para a Fase 2 podem ser enviadas em fluxo contínuo, ou seja, não há prazos fixos para submissão. Empresas interessadas podem cadastrar seus projetos a qualquer momento pelo sistema SAGe da FAPESP (FAPESP – PIPE).
O que é esperado da Proposta?
Para ser aprovada, a proposta precisa demonstrar:
- Base científica sólida, garantindo que a pesquisa é inovadora e viável.
- Capacidade da empresa de executar o projeto, com equipe e estrutura adequadas.
- Potencial de impacto no mercado, evidenciando benefícios da solução desenvolvida.
Além disso, a Fase 2 exige um plano detalhado de execução, com etapas bem definidas e objetivos claros para o período de pesquisa.
Fase 2 Direta: É Possível Pular a Fase 1?
Sim. Empresas que já comprovaram a viabilidade técnico-científica do seu projeto por outras vias podem submeter uma proposta diretamente para a Fase 2. Para isso, é necessário apresentar a Justificativa para a Fase 2 Direta, um documento que reúne evidências técnicas e científicas de que a pesquisa já atingiu um nível de maturidade suficiente para a fase de desenvolvimento. Essa opção pode ser vantajosa para startups e pequenas empresas que já realizaram estudos prévios ou possuem protótipos bem desenvolvidos, mas exige documentação robusta para garantir a aprovação.
Próximos Passos Após a Fase 2
Após a execução bem-sucedida da pesquisa na Fase 2, a empresa pode buscar o PIPE Invest, um modelo de fomento que acelera a inserção da tecnologia no mercado. Além disso, há a possibilidade de avançar para a Fase 3, voltada ao desenvolvimento comercial e industrial da inovação. Veja mais sobre as etapas em nosso insight: Como funciona o PIPE FAPESP? Entenda as fases e os critérios de financiamento.
A Fase 2 do PIPE FAPESP é a principal etapa de desenvolvimento de pesquisa dentro do programa, oferecendo suporte financeiro significativo para pequenas empresas transformarem suas ideias inovadoras em soluções tecnológicas reais. Com um investimento de até R$ 1.500.000 e um processo contínuo de submissão, essa fase permite que startups avancem de forma estruturada no seu caminho de inovação. Para mais informações, acesse: https://fapesp.br/pipe/