O Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) apoia startups e pequenas empresas no desenvolvimento de inovações tecnológicas, dividindo-se em três fases principais. As Fases 1 e 2 são as mais relevantes para quem está estruturando um projeto de pesquisa. Mas quais são as diferenças entre elas?
Objetivo: Validação ou Desenvolvimento?
- Fase 1: O foco está na viabilidade técnico-científica. A empresa precisa validar se sua inovação tem base científica sólida e se pode ser desenvolvida de forma viável. É um período para testes preliminares e ajustes na concepção da solução.
- Fase 2: Já é a etapa de desenvolvimento do produto, serviço ou processo inovador. Com uma base validada, o objetivo agora é aprofundar os experimentos, otimizar o protótipo e transformar a ideia em algo mais concreto e funcional.
📌Resumo: A Fase 1 testa se a inovação faz sentido; a Fase 2 desenvolve a solução com mais recursos e tempo.
Financiamento e Duração
- Fase 1
- Duração: Até 9 meses
- Financiamento: Até R$ 300.000
- Fase 2
- Duração: Até 24 meses
- Financiamento: Até R$ 1.500.000
📌 Resumo: A Fase 2 oferece mais tempo e dinheiro, mas exige uma base científica já validada.
O Que é Esperado da Empresa?
- Fase 1: A empresa deve demonstrar um alto potencial inovador, uma hipótese bem estruturada e um plano de testes claros.
- Fase 2: A empresa precisa apresentar resultados concretos da Fase 1 ou de estudos anteriores que comprovem a viabilidade da pesquisa.
📌 Resumo: A Fase 1 exige um bom plano de pesquisa; a Fase 2 exige resultados já validados.
Vantagens de Cada Fase
Fase 1
- Validação científica inicial – Testa a viabilidade técnico-científica do projeto.
- Tempo mais curto para pesquisa – Duração de até 9 meses.
- Financiamento de até R$ 300.000 – Recursos para experimentos preliminares.
- Prototipagem inicial – Permite o desenvolvimento de versões iniciais da solução.
- Sem necessidade de comprovação científica prévia – Ideal para projetos em estágio inicial.
Fase 2
- Validação científica já realizada – Exige comprovação da viabilidade técnico-científica.
- Tempo maior para pesquisa – Duração de até 24 meses.
- Financiamento mais robusto – Até R$ 1.500.000 para desenvolvimento avançado.
- Prototipagem avançada – Foco na otimização e testes mais aprofundados.
- Exige comprovação científica prévia – Projetos devem demonstrar maturidade técnica.
📌 Resumo: A Fase 1 é ideal para testar ideias iniciais, enquanto a Fase 2 permite consolidar e expandir a pesquisa, com mais tempo e financiamento.
** Desafios e Limitações**
- Fase 1
- Financiamento limitado para desenvolvimentos mais complexos.
- Não garante aprovação para a Fase 2.
- Curto período para experimentação.
- Fase 2
- Exige comprovação técnica para ser aprovada.
- Maior complexidade no planejamento e na execução.
- Maior responsabilidade com a entrega dos resultados.
📌 Resumo: A Fase 1 tem menos recursos, mas é mais acessível. Já a Fase 2 exige mais preparo, mas permite um avanço significativo no projeto.
🔀 É Possível Pular a Fase 1?
Sim! Empresas que já validaram a viabilidade técnico-científica de sua inovação podem solicitar a Fase 2 Direta, desde que apresentem uma justificativa robusta com evidências concretas de que a pesquisa já está avançada.
📌 Resumo: Se sua startup já realizou testes e prototipagens por outros meios, pode ir direto para a Fase 2.
Qual Escolher?
Se sua inovação ainda precisa de validação, a Fase 1 é o caminho natural. Se já há uma base validada e o foco agora é o desenvolvimento, a Fase 2 é a melhor escolha. Para mais informações, acesse: https://fapesp.br/pipe/