A submissão direta para a Fase 2 do PIPE é uma possibilidade para empresas que já demonstraram a viabilidade técnico-científica do seu projeto. No entanto, essa decisão tem vantagens e desafios que devem ser considerados.
Para saber mais sobre a Fase 2, leia em: Como funciona a Fase 2 do PIPE FAPESP? Para uma visão geral do projeto, leia em: Como funciona o PIPE FAPESP? Entenda as fases e os critérios de financiamento
✅Prós de Aplicar Diretamente para a Fase 2
- Aceleração do Processo
- Pular a Fase 1 significa economizar até 9 meses de pesquisa inicial e ir direto para o desenvolvimento da solução.
- Empresas que já possuem um protótipo validado ou estudos robustos podem ganhar tempo para chegar mais rápido ao mercado.
- Maior Financiamento Desde o Início
- Enquanto a Fase 1 tem um limite de R$ 300.000, a Fase 2 pode chegar a **R$ 1.500.000 **permitindo avanço mais rápido no desenvolvimento, contratação de equipe e execução de testes aprofundados.
- Flexibilidade para Projetos Mais Maduros
- Startups e empresas que já investiram em P&D, participaram de outros programas de fomento ou têm resultados experimentais sólidos podem aproveitar o PIPE como um recurso para escalar a inovação sem precisar refazer etapas já concluídas.
❌ Contras de Aplicar Diretamente para a Fase 2
- Maior Exigência na Justificativa
- Para ser aprovada, a empresa precisa apresentar uma Justificativa para a Fase 2 Direta, comprovando que a viabilidade técnico-científica já foi demonstrada.
- Se a justificativa não for robusta o suficiente, a proposta pode ser recusada, resultando em tempo perdido e necessidade de reformulação.
- Risco Maior na Avaliação
- Sem a Fase 1 como um "teste inicial", o projeto já entra na Fase 2 com um compromisso maior e menos margem para ajustes.
- Erros na formulação do plano de pesquisa podem comprometer a execução e dificultar a captação de novos recursos depois.
- Menos Acompanhamento Inicial
- Empresas que passam pela Fase 1 recebem feedbacks da FAPESP e podem ajustar sua pesquisa antes de avançar. Indo direto para a Fase 2, a empresa pode perder essa orientação inicial e enfrentar desafios inesperados ao longo do desenvolvimento.
Quando Vale a Pena?
A submissão direta para a Fase 2 pode ser uma excelente estratégia para startups e empresas com forte embasamento técnico e resultados já validados. No entanto, para empresas que ainda não consolidaram totalmente sua pesquisa, passar pela Fase 1 pode reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso na Fase 2. O critério principal para decidir deve ser a capacidade de demonstrar claramente a viabilidade técnico-científica do projeto – se houver incertezas nesse ponto, seguir o caminho tradicional pode ser mais seguro.
Para mais detalhes, acesse: https://fapesp.br/pipe/